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Declarações em tom de provocação foram feitas pelo Comando Militar iraniano na TV estatal. Porta-voz também chamou as declarações do presidente americano de ‘grosseiras e insolentes’.
O Comando Militar do Irã afirmou que as ameaças de Trump são “ilusórias” e não compensarão a “humilhação e a vergonha” sofridas pelos Estados Unidos no Oriente Médio.
Em um pronunciamento feito na TV estatal nesta segunda-feira (6), o porta-voz militar iraniano afirmou em tom de provocação:
“As declarações grosseiras e insolentes, e as ameaças infundadas do presidente americano, tomado por delírios, não conseguirão reparar a vergonha e a humilhação sofridas pelos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental”.
Mais cedo, em um post no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que “assassinatos e crimes” não irão parar as Forças Armadas iranianas.”
A declaração foi dada em meio a uma mensagem de luto do iraniano pela morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, anunciada por Israel e classificada como “terrorismo” por ele.
“Mais uma vez, o inimigo americano-sionista, que na guerra imposta contra a nação e os valentes combatentes do Irã Islâmico, e em seus planos perversos, sofreu derrotas sucessivas, recorreu à sua arma habitual: o terrorismo. (…) Contudo, a firme fileira dos combatentes e dos defensores da verdade tornou-se tão sólida e inabalável que nem o terror nem o crime podem abalar”, escreveu Khamenei na mensagem.
Trump se referiu a iranianos como animais
Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu aos iranianos como animais ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país.
Antes, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.
No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7).
Ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de “bastardos malucos”.
O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques podem constituir um crime de guerra.
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