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Caso Henry Borel: defesa de Jairinho abandona plenário, e julgamento é adiado para maio; Monique é solta

23/03/2026 21:02 3 min de leitura Por Marcelo Diniz
Caso Henry Borel: defesa de Jairinho abandona plenário, e julgamento é adiado para maio; Monique é solta
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O menino de 4 anos morreu em 2021 com sinais de agressão. Os advogados do padrasto da criança abandonaram o plenário para forçar a suspensão do júri, o que levou ao adiamento.

O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para 25 de maio, após uma criticada manobra da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jarinho, padrasto da criança. Com a postergação, a mãe do menino, Monique Medeiros, obteve o relaxamento da prisão e aguardará em liberdade. Já Jairinho permanecerá preso.

O menino de 4 anos morreu em 2021 com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

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Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época, e Monique foram presos desde abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada após decisão do supremo federal, em 2023.

“Assassinaram meu filho pela segunda vez” declarou Leniel Borel, pai do garoto, após o encerramento da sessão.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia marcado o júri para essa manhã de segunda feira(23).

A juíza Elizabeth Machado Louro chegou a sortear o Conselho de Sentença — 6 mulheres e 1 homem — e leu a denúncia.

Nessa hora, porém, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do processo, alegando que não tiveram acesso a todas as provas. A magistrada indeferiu o pedido e mandou seguir o processo.

Na sequência, os 5 defensores de Jairinho presentes no plenário manifestaram o desejo de abandonar o júri, o que, na prática, inviabilizaria o julgamento — uma vez que um réu não pode ficar sem defesa.

Elizabeth, então, dispensou os jurados e encerrou a sessão. Ela havia marcado inicialmente a retomada do julgamento para 22 de junho, mas, ao ver que cairia no meio da Copa do Mundo, antecipou para 25 de maio.

A magistrada considerou a manobra “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

Segundo Elizabeth, a conduta da defesa de Jairinho “feriu um princípio que norteia as sessões de julgamento, os acusados e a família das vítimas”.

“Tenho que a conduta dos advogados, ainda que motivada por inconformismo, molda-se muito mais ao que é um abandono processual. Declaro como ato atentatório contra a dignidade da Justiça”, declarou.

A juíza condenou a banca de Jairinho a ressarcir todos os custos do julgamento desta segunda, incluindo deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação de todos os envolvidos.

Elizabeth também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considere “sanções ético-disciplinares” contra os defensores de Jairinho.