Estado do Novo México acusa a empresa de expor adolescentes a riscos nas redes. Caso pode influenciar ações semelhantes nos EUA.
Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, concluiu nesta terça-feira (24) que a Meta, dona do Instagram e do Whatsapp, violou a lei de proteção ao consumidor do estado e ordenou que a empresa pague US$ 375 milhões em penalidades civis.
A ação foi movida pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança de suas plataformas e de permitir a exploração sexual infantil.
“Ao longo de uma década, a Meta falhou repetidamente em agir com honestidade e transparência”, disse Linda Singer, advogada do estado, ao júri, durante as alegações finais na segunda-feira. “Falhou em proteger os jovens deste estado. Cabe a vocês concluir esse trabalho.”
“O que as provas mostram são as divulgações robustas da Meta e seus esforços incansáveis para prevenir conteúdo nocivo. E essas divulgações significam que a Meta não mentiu de forma consciente e intencional ao público”, disse Kevin Huff, advogado da empresa, nas alegações finais.
Em maio, o juiz Bryan Biedscheid, responsável pelo caso, deve conduzir um julgamento sem júri sobre a alegação do estado de que a Meta criou um incômodo público, prejudicando a saúde e a segurança dos moradores.
O estado pedirá que o juiz determine mudanças nas plataformas para adequá-las à legislação estadual.
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