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Mãe denuncia negligência após quatro dias de idas ao médico. Criança passou por unidades de saúde na Região dos Lagos antes de morrer na UPA de Iguaba Grande; prefeitura abriu sindicância.
Um menino de 7 anos morreu após cair de uma árvore e apresentar traumatismo craniano e hemorragia interna, segundo laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML).
A morte Ysaque da Silva Quintina foi registrada neste sábado (12), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iguaba Grande. A família denuncia negligência nos atendimentos realizados em unidades de saúde da Região dos Lagos do Rio.
De acordo com a mãe, Ysaque foi levado diversas vezes para atendimento médico após a queda. Ela afirma que, nas primeiras avaliações, apenas o braço foi examinado, com realização de raio-x e prescrição de medicação para dor.
“Meu filho caiu da árvore, eu levei ele na emergência porque estava se queixando de dor. Chegando lá só fizeram um raio-x do braço e mandaram para casa”, relatou.
Segundo ela, o menino continuou com dores e retornou às unidades de saúde, inclusive em São Pedro da Aldeia, onde, de acordo com o relato, a conduta teria sido semelhante, com foco apenas na região do braço.
A família afirma que apenas na última ida à UPA de Iguaba Grande, quando o estado de saúde piorou e a criança passou a apresentar falta de ar, foi solicitada uma tomografia.
O exame foi realizado no Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama. Em seguida, o menino retornou à UPA de Iguaba Grande, onde foi encaminhado à sala vermelha.
A família diz que aguardava informações quando foi informada da morte.
“Me informaram que meu filho teve uma parada cardíaca e não resistiu”, disse a mãe.
A mulher também contesta a hipótese inicial de pneumonia, que chegou a ser apresentada para ela. Segundo a mãe, Ysaque não apresentava sintomas como febre ou gripe recente.
Prefeitura detalha atendimentos
Em nota, a Prefeitura de Iguaba Grande informou que o primeiro atendimento ocorreu no dia 8 de abril, após a queda, quando foi realizado raio-x do braço, sem identificação de fratura, e o paciente foi liberado para acompanhamento ambulatorial.
Segundo o município, o menino retornou à unidade no dia 12 de abril, às 13h50, com queixas de fraqueza, náuseas e febre relatada há três dias. Foram realizados novos exames, que indicaram alteração pulmonar.
Ainda de acordo com a prefeitura, diante da gravidade do quadro, foi solicitada com urgência uma tomografia e avaliação no Hospital Estadual Roberto Chabo. O exame foi realizado, mas a equipe de cirurgia pediátrica da unidade estadual não autorizou a transferência, informando que o caso era clínico, e o paciente retornou à UPA.
A administração municipal informou que houve piora rápida do quadro e que o óbito foi constatado às 21h20.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que abriu uma sindicância para apurar os atendimentos.
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