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Castro renuncia ao governo do Rio na véspera de julgamento no TSE, e desembargador assume o cargo

23/03/2026 19:51 3 min de leitura Por Marcelo Diniz
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Por Marcelo Diniz — Rio de Janeiro

23/03/2026 19:53 Atualizado agora

Chefe do Palácio Guanabara corre risco de cassação pela Justiça Eleitoral no caso Ceperj; por falta de vice-governador, deputados terão que eleger substituto após 30 dias.

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O governador Claudio Castro (PL-RJ) renunciou nesta segunda-feira ao comando do Executivo do estado. A saída do cargo foi comunicada a aliados em uma cerimônia no Palácio da Guanabara, sede do governo, e aconteceu na véspera da retomada do caso na CEPERJ.

Castro, que corre risco de ficar inelegível neste julgamento, deseja se candidatar ao Senado, e por isso precisaria deixar o governo até o início de abril. A renúncia antes do prazo derradeiro, segundo interlocutores, é uma tentativa de esvaziar o processo no TSE e escapar da cassação do mandato.

— Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata — disse Castro.

Em rápido pronunciamento na sede do governo do Rio, sem responder perguntas dos jornalistas, Castro fez um balanço de sua gestão, citou uma série de entregas e lembrou sua chegada ao Palácio Guanabara, em 2019, “de forma completamente improvável”, conforme descreveu. Ele se elegeu vice-governador em 2018, na chapa do ex-juiz Wilson Witzel, e assumiu o mandato após o impeachment do titular; depois, Castro se reelegeu em 2022. Durante seu pronunciamento, ele se referiu ao antecessor como alguém que “não valorizou a cadeira de governador e que desde o primeiro dia pensava em ser presidente”.

Também estavam presentes deputados estaduais da base governista, como Fred Pacheco (PMN) e Alexandre Knoploch (PL).

— Fizemos a maior operação do mundo aqui no Rio de Janeiro. Depois de muitos anos, vencemos a pior guerra que se pode dizer na segurança pública, que é a guerra da narrativa. Fizemos o cidadão na ponta ser ouvido. E esse cidadão pode dizer que ele era favorável à polícia — declarou Castro.

Pelas regras criadas pela Assembleia, os candidatos poderiam deixar os cargos públicos apenas 24 horas antes da votação. O trecho foi anulado por Fux, que retomou ao prazo fixado por lei, de 180 dias. Com isso, Ruas — que deixou a secretaria de Cidades na semana passada — ficaria impedido de disputar o mandato-tampão. A decisão de Fux também afeta o ex-secretário de Assuntos Legislativos do governo Lula, André Ceciliano (PT), que buscava concorrer nesta eleição fora de época.